No mato é morto um veado,
Coberto de juncos brancos:
Há uma rapariga em flor
Um belo homem a seduz.
No bosque troncos de carvalho,
No mato, morto, um veado:
Com juncos brancos, ata-o bem.
Lá está ela – bela como jade!
«Devagarinho – gentilmente!
Não estrague a faixa – à cintura,
Não faça ladrar o cão!»
Livro dos Cantares
in Uma Antologia de Poesia Chinesa
tradução de Gil de Carvalho
1989
Oferecido por Rui Almeida.
Antologia de textos com cães dentro.
terça-feira, 24 de julho de 2007
A HARMONIA
A certo momento pararam. O cão ensanguentado gania. Mas não estava morto.
(Somos todos irmãos, irmãos.)
Vamos supor que se chamava Maria e era uma mulher má e falsa. Um dia, de noite, sem perceber porquê, tinha dois homens à sua volta. Foi agarrada, atirada ao chão, violada.
Maria chegou a casa e nada conseguiu dizer. A sua irmã chorava. Maria tinha os olhos vermelhos, o corpo negro, tremia, não conseguia falar. Sangue na roupa.
E por Maria - que era mulher má, sempre fora intriguista, falsa - por ela choraram certas pessoas. Cinco pelo menos (que eu contei): a irmã, a mãe, o pai, uma rapariga (por vezes falavam); e uma outra pessoa que nunca até hoje se viu.
Que me importam os cães? Um animal é tanto ou menos que uma máquina e na luta dos dois que vença o melhor. Bater num cão é o mesmo que espancar uma máquina. Que adianta, que maldade é essa?
O acaso e as circunstâncias. É o destino, o cruzamento entre o acontecimento e um homem, que amplia ou não o reino da banalidade. Pouco depende do homem - quase tudo é importo pelo dia, pelas suas exigências de causas quase sempre obscuras.
E o único fenómeno estranho ao instinto de sobrevivência que manda em qualquer pessoa, animal ou anjo que exista, é o amor. Mas o amor é tão popular entre os vivos que se tornou num sentimento da multidão: há que receá-lo como se receia a palavra de ordem de qualquer ajuntamento exaltado.
O cão pode ser visto como música equilibrada (harmonia é a palavra) devido às suas quatro patas (como uma mesa orgânica). Mas se ao cão se cortar uma das patas a nossa vida altera-se, e sangra tudo, como quem é traído por uma mulher ou pela morte do pai.
Gonçalo M. Tavares
Água, Cão, Cavalo, Cabeça
2006
segunda-feira, 23 de julho de 2007
segunda-feira, 16 de julho de 2007
O MAPA DA RETINA
10. (reportagem 1)
Vi um galgo de vidro.
Atravessa o hall do hotel.
Ouço ainda o seu des-
compassado latido,
à chuva. Um galgo lácteo?
Em que tromba de água
nos iguala ensurdecer?
Olhar é já unir? T' resa,
digo: e uma transparência
soterra a minha pele.
Vi o galgo de vidro
atravessar o hall do hotel?
Danos que é preciso ter em conta.
António Cabrita
Os Abysmos da Mão
Íman, 2001
Oferecido por Rui Almeida.
Vi um galgo de vidro.
Atravessa o hall do hotel.
Ouço ainda o seu des-
compassado latido,
à chuva. Um galgo lácteo?
Em que tromba de água
nos iguala ensurdecer?
Olhar é já unir? T' resa,
digo: e uma transparência
soterra a minha pele.
Vi o galgo de vidro
atravessar o hall do hotel?
Danos que é preciso ter em conta.
António Cabrita
Os Abysmos da Mão
Íman, 2001
Oferecido por Rui Almeida.
CÃO ANDALUX
Uma mulher não pode andar à noite
na rua que é logo convidada
por um lacaio do real
para a mais baixa repressão
espiritual
E eu disse que sim
que o meu cão precisava
de conhecer outras pessoas
outras culturas
individuais apesar do instinto
me avisar
Que não há melhor
que a língua dum cão
a lamber-nos as entranhas
e seduzi-o até casa
e amarrei-o à cama
e soltei-lhe o meu cão
Andalux
Maria da Inquietação Fausto
Macacos me mordam
Edições Mortas, 1995
Oferecido por Rui Almeida.
na rua que é logo convidada
por um lacaio do real
para a mais baixa repressão
espiritual
E eu disse que sim
que o meu cão precisava
de conhecer outras pessoas
outras culturas
individuais apesar do instinto
me avisar
Que não há melhor
que a língua dum cão
a lamber-nos as entranhas
e seduzi-o até casa
e amarrei-o à cama
e soltei-lhe o meu cão
Andalux
Maria da Inquietação Fausto
Macacos me mordam
Edições Mortas, 1995
Oferecido por Rui Almeida.
O CÃO
O cão vive do lixo
O pêlo suja o chão
Fala-se do homem
Que vive na sarjeta
Do cão que suja
Move-se nas patas
Cansadas
Ladra forte
Do cheiro e do fumo
Nos olhos os dentes
Afiados
E a língua suada
A lua que a espuma
Faz na boca
E o tempo sacia
São minutos longos
E absurdos...
É dócil o cão
E o entardecer
Rui Carlos Souto
Cinco Luas e Um Navio
Edições Mortas, 2002
Oferecido por Rui Almeida.
O pêlo suja o chão
Fala-se do homem
Que vive na sarjeta
Do cão que suja
Move-se nas patas
Cansadas
Ladra forte
Do cheiro e do fumo
Nos olhos os dentes
Afiados
E a língua suada
A lua que a espuma
Faz na boca
E o tempo sacia
São minutos longos
E absurdos...
É dócil o cão
E o entardecer
Rui Carlos Souto
Cinco Luas e Um Navio
Edições Mortas, 2002
Oferecido por Rui Almeida.
segunda-feira, 9 de julho de 2007
CÃO DE MORTO
Contarei as sílabas, depois os versos
Até catorze, a ninguém direi que morreu;
Serei parco em imagens, procurarei
A intensidade da canção primitiva.
A ninguém direi que dentro de mim morreu;
Fingirei que existe ainda algo
Belo por escrever. Inventarei frases
Com a memória dos que sentem ainda.
Um pouco de interesse me resta, vida
Também, ainda que não a solicite muito;
Quase não leio e já suporto só
Alguns romancistas americanos.
Contarei sílabas, acentos, histórias,
Mas a ninguém revelarei o meu embuste.
José Ángel Cilleruelo
Trad. Joaquim Manuel Magalhães
Trípticos Espanhóis 2.º
2000
Até catorze, a ninguém direi que morreu;
Serei parco em imagens, procurarei
A intensidade da canção primitiva.
A ninguém direi que dentro de mim morreu;
Fingirei que existe ainda algo
Belo por escrever. Inventarei frases
Com a memória dos que sentem ainda.
Um pouco de interesse me resta, vida
Também, ainda que não a solicite muito;
Quase não leio e já suporto só
Alguns romancistas americanos.
Contarei sílabas, acentos, histórias,
Mas a ninguém revelarei o meu embuste.
José Ángel Cilleruelo
Trad. Joaquim Manuel Magalhães
Trípticos Espanhóis 2.º
2000
O CÃO
O acaso amputou
uma das pernas do cão.
Manco
ele caminha pelo vazio
na intimidade da morte.
Na oquidão
de sua pata
há outra:
carne de ar
ferida de brisas.
Na inexistência
de sua perna
há o vazio somente
osso do etéreo
raiz do vento.
O poema amputou
o ganido do cão.
A palavra não consegue ressoar
a lancinante dor de seu grito.
A palavra é pouca demais
ante o destino do cão
é mera redundância
ante as pegadas de sua invalidez.
O poema é resquício
deserto de vida
ante o real mais denso.
Na verdade
o poema teve a perna amputada
pela ternura daquele cão.
Alexandre Bonafim
Biografia do deserto
2006
uma das pernas do cão.
Manco
ele caminha pelo vazio
na intimidade da morte.
Na oquidão
de sua pata
há outra:
carne de ar
ferida de brisas.
Na inexistência
de sua perna
há o vazio somente
osso do etéreo
raiz do vento.
O poema amputou
o ganido do cão.
A palavra não consegue ressoar
a lancinante dor de seu grito.
A palavra é pouca demais
ante o destino do cão
é mera redundância
ante as pegadas de sua invalidez.
O poema é resquício
deserto de vida
ante o real mais denso.
Na verdade
o poema teve a perna amputada
pela ternura daquele cão.
Alexandre Bonafim
Biografia do deserto
2006
COMPÊNDIO DE HISTÓRIA
A João Augusto Oliveira Freire
há um coração
mas não quero rasgar o poema
tardes lentas
sol a pino
sexo de meninos
(abraços quentúmidos)
allons enfants de la patrie
um quintal na província
um quintal no prelo
quem senão meu silêncio
veio tecendo
o palpável dessa memória?
e se
na luta com as palavras
entre lobo e cão me coloco
- sou do signo de gêmeos
poeta (como tal)
o que me ensino
senão o futuro da memória
?
Júlio Castañon Guimarães
Poesia Brasileira do Século XX
Antígona
domingo, 1 de julho de 2007
O ELEFANTE, O CÃO... (fragmento)
Distingamos para começar uma virtude real e uma virtude falsa, ao compararmos o elefante e o cão, dos quais um é o emblema da amizade nobre e o outro o da falsa amizade.
1.º - A amizade. É nobre no elefante: está sempre conciliada com a honra. Não tem a baixeza do cão, o qual, espancado às vezes em motivo, nunca guarda rancores. O elefante suporta os castigos justos, mas sem motivo não se deixa maltratar; nunca perdoa as ofensas; quanto ao resto, a sua amizade é tão inalterável e tão devotada como a do cão. Esta amizade nobre é a mesma que leva às uniões colectivas e corporativas, enquanto a servil amizade do cão apenas favorece o despotismo, o regime civilizado e bárbaro que não tem nada a ver com aqueloutro onde reinariam as paixões nobres, tais se podem observar no elefante. Os déspotas gostam da amizade do cão, que, maltratado injustamente e aviltado, mesmo assim serve e ama quem o ofendeu.
2.º - O amor. No elefante é decente e fiel; é escandaloso e criminoso no cão, que em amor é o mais ignóbil dos quadrúpedes, aliando a esta paixão todos os vícios, tal como sucede entre os civilizados, cujos amores sãp dominados pela astúcia, a fraude, a opressão.
3.º - A paternidade. No elefante é judiciosa e digna. Não quer criar filhos que possam vir a ser infelizes, e abstém-se da procriação se for escravizado. É uma lição que dá aos civilizados, assassinos dos seus filhos, devido a quantidade em que procriam sem a certeza de lhes assegurarem o bem-estar. A moral ou a teoria da falsa virtude aconselha-os a fabricar carne para canhão, formigueiros de arregimentados que, por causa da miséria, se vêem obrigados a vender-se. Essa paternidade imprevidente é falsa virtude, egoísmo no prazer. Por isso, a natureza preservou desse vício o elefante, que é o tipo das quatro paixões afectivas, tomadas num sentido verdadeiramente social e, no geral, capaz de convir às uniões. O cão, emblema de falsas virtudes, é dotado dessa falsa paternidade que engendra formigueiros, ninhadas de onze (o primeiro dos números anti-harmónicos) amontoados, em que três quartos hão-de perecer pelo ferro, à dentada e à fome.
Charles Fourier
Tradução de Manuel João Gomes
MANUAL DE CIVILIDADE PARA MENINAS (fragmento)
Pôr mel entre as pernas para se fazer lamber por um cãozinho é, em rigor, permitido; mas não é preciso fazer o mesmo ao cão.
Pierre Louÿs
Tradução de Júlio Henriques
RECOMENDAÇÕES AOS CRIADOS (fragmento)
Não compareçais nunca sem terdes sido chamados três ou quatro vezes, pois só os cães é que comparecem logo ao primeiro assobio; e se o patrão disser «Quem está aí?» nenhum criado tem nada que comparecer, porque quem está aí não é nome de gente.
Jonathan Swift
Tradução de Manuel João Gomes
quarta-feira, 27 de junho de 2007
terça-feira, 26 de junho de 2007
Ladrava com vigor todos os dias
como em igreja
o seu latir soava
no baixo ventre em sombra
o cão gania.
E vinha Deus no seu carro de Outono
e o cão uivando a todos prometia
e o cão em baixo em vão
ao abandono.
Escolhe outros sons mais fundos
no meu sangue
ó cão exangue homem mulher
criança
o coração ainda é teu ofício
roça por mim a tua língua
bruta
cão cheio de som meu
cão do vício.
Armando Silva Carvalho
Canis Dei
1995
como em igreja
o seu latir soava
no baixo ventre em sombra
o cão gania.
E vinha Deus no seu carro de Outono
e o cão uivando a todos prometia
e o cão em baixo em vão
ao abandono.
Escolhe outros sons mais fundos
no meu sangue
ó cão exangue homem mulher
criança
o coração ainda é teu ofício
roça por mim a tua língua
bruta
cão cheio de som meu
cão do vício.
Armando Silva Carvalho
Canis Dei
1995
Deixaram-no ali ladrando à rua
os donos desonestos.
Nas grades da janela feita jaula
o animal irado grita
que proteste.
No silêncio da rua o cão regressa
ao outro limiar da natureza
a sua fala brusca
conjura toda a fauna primitiva
a flor e a luxúria.
Um cortejo selavagem desemboca.
E a rua tem medo
das pegadas de deus no som da peste.
Armando Silva Carvalho
Canis Dei
1995
os donos desonestos.
Nas grades da janela feita jaula
o animal irado grita
que proteste.
No silêncio da rua o cão regressa
ao outro limiar da natureza
a sua fala brusca
conjura toda a fauna primitiva
a flor e a luxúria.
Um cortejo selavagem desemboca.
E a rua tem medo
das pegadas de deus no som da peste.
Armando Silva Carvalho
Canis Dei
1995
sábado, 23 de junho de 2007
Junho, aqui estás, como um cão
cálido de suaves olhos.
Quando chegas toda a terra
se enche de luz e de sonho.
Também, tal como uma rua
sozinha, ao sol do meio-dia,
súbito em gritos se incendeia;
tal, digo eu, como uma rua
sem tempo, louca de luz,
sozinha, soa esfaqueada,
o teu nome de cão, Junho,
trabalha em meu coração
e de repente começa
a tempestade da memória.
1952
Antonio Gamoneda
tradução de Rui Almeida
Edad (Poesía 1947-1986)
2000
Oferecido por Rui Almeida.
cálido de suaves olhos.
Quando chegas toda a terra
se enche de luz e de sonho.
Também, tal como uma rua
sozinha, ao sol do meio-dia,
súbito em gritos se incendeia;
tal, digo eu, como uma rua
sem tempo, louca de luz,
sozinha, soa esfaqueada,
o teu nome de cão, Junho,
trabalha em meu coração
e de repente começa
a tempestade da memória.
1952
Antonio Gamoneda
tradução de Rui Almeida
Edad (Poesía 1947-1986)
2000
Oferecido por Rui Almeida.
9.
Zás! Entrou de rompante, sem licença!
Correu as mesas de nariz no ar,
Houve, na malta, uma alegria imensa
E uma senhora dona quase a desmaiar.
Os empregados dão-lhe caça.
Ele esquiva-se, esconde-se, ajudado
Pela malta. É um soberbo cão de raça,
Esbelto e bem tratado.
Fugiu à trela da dependência.
Por uns instantes (mais não terá!),
Escapa ao jugo da obediência,
Ao imperativo do aqui-já!
Depois dos caçadores haverem desistido,
Afagado e feliz,
Comeu um bolo, lento, estirado ao comprido,
E saiu quando quis.
(Com que emoção,
No circunspecto da minha idade,
Vivi, na fuga daquele cão,
A sensação de liberdade!)
António Manuel Couto Viana
Café de Subúrbio
1991
Oferecido por Rui Almeida.
Correu as mesas de nariz no ar,
Houve, na malta, uma alegria imensa
E uma senhora dona quase a desmaiar.
Os empregados dão-lhe caça.
Ele esquiva-se, esconde-se, ajudado
Pela malta. É um soberbo cão de raça,
Esbelto e bem tratado.
Fugiu à trela da dependência.
Por uns instantes (mais não terá!),
Escapa ao jugo da obediência,
Ao imperativo do aqui-já!
Depois dos caçadores haverem desistido,
Afagado e feliz,
Comeu um bolo, lento, estirado ao comprido,
E saiu quando quis.
(Com que emoção,
No circunspecto da minha idade,
Vivi, na fuga daquele cão,
A sensação de liberdade!)
António Manuel Couto Viana
Café de Subúrbio
1991
Oferecido por Rui Almeida.
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